Pensei muito em não escrever uma "resenha" sobre spotlight: segredos revelados, mas não resisti.
Filme de Tom McCarthy, Spotlight é baseado em uma história real, onde um grupo de jornalistas do Jornal "Globe" investigam casos de abuso de crianças causados por padres das igrejas de Boston na década de 80.
O roteiro do filme é muito bem escrito e de prender qualquer um na frente da tela, nos envolvendo ao ponto de nós mesmos querermos entrar, descobrir os canalhas e colocá-los na cadeia. O roteiro constrói todo esse "desencadear" de uma forma que nos lembra os filmes investigativos, onde as personagens buscam dados, coletam e chegam as conclusões, conclusões essas que são aterrorizantes.
O elenco é fabuloso, conta com a leveza de Rachel Adams que faz uma jornalista investigativa capaz de conseguir informações até dos quase "impossíveis", como de um padre que assume ter abusados de crianças, pois também foi estuprado. Mark Ruffalo está surpreendente como o jornalista Mike Rezendes, representando um português cheio de trejeitos que deixam o personagem com particularidades só dele. Contamos também com o lendário Michael Keaton, que depois do Birdman conseguiu se livrar da figura do Batman e também faz uma atuação boa.
Na minha opinião Spotlight deve ganhar o Oscar de melhor filme, melhor roteiro, melhor diretor e ainda de melhor ator coadjuvante, Mark Ruffalo, não apenas pelo conjunto da obra, mas pela coragem de mostrar algo tão monstruoso ainda desconhecido por muitas pessoas.
De toda a história contada, acredito que o que mais me chocou, foi saber que os crimes eram de conhecimentos de figuras grandes da igreja, como bispos, arcebispos, entre outros e estes mascaravam a situação, ignoravam, mandavam os padres pedófilos para outros lugares, como o Brasil, por exemplo ou os promoviam para serem levados ao vaticano. Não, não estou condenando a igreja católica como um todo, sei que existem pessoas boas, crentes em deus, sem maldade, estou condenando todos aqueles outros que sabiam, faziam e deixaram e deixam essa monstruosidade acontecer.
Não falo aqui pela fé em deus, igreja católica, Jesus Cristo. Minha indignação é por quem usa esses nomes, entidades, a fé das pessoas para fazerem maldades com quem precisa de conforto, usando suas máscaras de cordeiros.
Parabéns Tom McCarthy pela coragem de mostrar ao mundo o que "poucos conheciam."
Filme de Tom McCarthy, Spotlight é baseado em uma história real, onde um grupo de jornalistas do Jornal "Globe" investigam casos de abuso de crianças causados por padres das igrejas de Boston na década de 80.
O roteiro do filme é muito bem escrito e de prender qualquer um na frente da tela, nos envolvendo ao ponto de nós mesmos querermos entrar, descobrir os canalhas e colocá-los na cadeia. O roteiro constrói todo esse "desencadear" de uma forma que nos lembra os filmes investigativos, onde as personagens buscam dados, coletam e chegam as conclusões, conclusões essas que são aterrorizantes.
O elenco é fabuloso, conta com a leveza de Rachel Adams que faz uma jornalista investigativa capaz de conseguir informações até dos quase "impossíveis", como de um padre que assume ter abusados de crianças, pois também foi estuprado. Mark Ruffalo está surpreendente como o jornalista Mike Rezendes, representando um português cheio de trejeitos que deixam o personagem com particularidades só dele. Contamos também com o lendário Michael Keaton, que depois do Birdman conseguiu se livrar da figura do Batman e também faz uma atuação boa.
Na minha opinião Spotlight deve ganhar o Oscar de melhor filme, melhor roteiro, melhor diretor e ainda de melhor ator coadjuvante, Mark Ruffalo, não apenas pelo conjunto da obra, mas pela coragem de mostrar algo tão monstruoso ainda desconhecido por muitas pessoas.
De toda a história contada, acredito que o que mais me chocou, foi saber que os crimes eram de conhecimentos de figuras grandes da igreja, como bispos, arcebispos, entre outros e estes mascaravam a situação, ignoravam, mandavam os padres pedófilos para outros lugares, como o Brasil, por exemplo ou os promoviam para serem levados ao vaticano. Não, não estou condenando a igreja católica como um todo, sei que existem pessoas boas, crentes em deus, sem maldade, estou condenando todos aqueles outros que sabiam, faziam e deixaram e deixam essa monstruosidade acontecer.
Não falo aqui pela fé em deus, igreja católica, Jesus Cristo. Minha indignação é por quem usa esses nomes, entidades, a fé das pessoas para fazerem maldades com quem precisa de conforto, usando suas máscaras de cordeiros.
Parabéns Tom McCarthy pela coragem de mostrar ao mundo o que "poucos conheciam."