Continuando com a Saga Oscar, vamos falar um pouquinho de A Garota Dinamarquesa, do diretor Tom Hooper, o mesmo carinha de O Discurso do Rei.
Confesso que esperava bem mais da história de Lili Elbe, que até ouvir falar desse filme, não a conhecia. Lili foi a primeira transexual no mundo a aceitar passar por uma intervenção cirúrgica para poder se "transformar", ou apenas ser o que sempre foi, uma menina, uma mulher.
Em meio ao casamento frustrado, a forçada masculina, o preconceito de uma Dinamarca dos anos 20, Einer(Lili) um pintor de certo prestígio, queria então se mostrar e viver como o que sempre acreditou ser. Sua esposa Gerda, foi fundamental para sua "libertação" e o ajudou até mesmo na sua decisão de não ser mais o que ela queria, nesta história, o egoísmo foi superado pelo respeito e o amor que sentiam um pelo outro.
Mas falando do filme, acredito que Tom exagerou no drama, no foco da transformação da personagem principal, algumas cenas foram mais que forçadas, desnecessárias e sem explicação nenhuma de existir, a não ser para dizer "oi eu tenho que fazer um drama a mais.". Não existiu espaço pra outros personagens, para que pudéssemos entender um pouco do mais, do todo e ver um pouquinho a Dinamarca. O filme é interessante, mas poderiam ter melhorado o roteiro.
Contudo, PALMAS mil para Eddie Redmeyne que mais uma vez nos agraciou com seu talento, transformando Einer em uma Lili doce, sensual e mulher. Ele foi muito, muito, muito bem nesse filme. Apesar de estar torcendo muito para o Di Caprio, não por ser fã, mas por sua atuação em o Regresso, não ficaria chateada se a academia resolvesse premiar novamente o Eddie, pois ele fez por merecer.
Trilha sonora do filme achei bem fraca, mas em compensação, o figurino é de encher os olhos.
A Garota Dinamarquesa não foi tão feliz com seu roteiro, mas também não é um filme pra se jogar fora.
#sagaoscar #DiCaprioPodeDançar
Nenhum comentário:
Postar um comentário