Filme de Benicio del Toro e estrelado por Sally Hawkins, Octavia Spencer, Michal Shannon, Richard Jenkins e Michal Stuhlbarg.
A trama se passa na década de 60 dando a leve ideia do que foi o período da Guerra Fria e a eterna guerra de poderes entre USA e Rússia.
No filme, a faxineira muda Elisa trabalha para um laboratório americano que tem como fonte de estudo, uma criatura estranha capturada na Amazônia. Elisa começa a ter contato e desenvolver uma forma de comunicação com o ser, que a corresponde e demonstra que entende.
Após pouco tempo de contato, Elisa ouve que a criatura será morta, onde a faz bolar um plano com seu amigo solitário Giles(Richard Jenkins), para salvar o bicho, os aventureiros contam na fulga com a ajuda de sua amiga faxineira Zelda(Octavia Spencer) e pelo cientista Hoffstettler(Michal Stuhlbarg). Tudo ocorre muito lindo, eles fogem sem problemas nenhum de um laboratório americano e levam o bicho pra casa de Elsa, sim, pra casa. Que coisa não?
Enquanto eles estão em casa esperando o determinado dia para soltar a critatura, Elza e a criatura se apaixonam e chegam a ter relações sexuais, o que sinceramente achei totalmente sem noção, para aquele período de tempo, é claro.
No desenrolar da história o vilão Strickland vivido por Michal Shannon, brilhantemente até, diria que o melhor ator de todo o filme, descobre que Elisa fugiu com o "seu monstro" e resolve recapturá-lo, onde ocorre assassinato e despedidas.
Eu diria que o filme tem um propósito muito interessante em mostrar um "A Bela e a Fera" de uma forma mais agressiva, sem censura e menos superficial. O sombrio fascina muitas pessoas e nesse contexto o filme cumpriu seu papel, mas falando de "como" contar a história, particularmente não achei o melhor roteiro e esperava mais pra uma trama com um assunto tão polêmico. Em muitos pontos o roteiro poderia ser mais convincente e ter se aprofundado mais, mas deixou os telespectadores no vácuo, apenas vendo a Bela e a Fera ouvindo música, comendo ovos(ovos?) e se apaixonando.
Outro ponto sem nexo foi a salvação da criatura, que foi capturado na Amazônia e foi solto em um rio que desaguaria no mar, até onde sei águas doces e salgadas são completamente incompatíveis, o que causaria a morte do monstro.
Os atores foram uma obra de arte separada, maestria de Michael Shannon que fez um vilão macabro, doente e que convenceu a todos. Sally Hawkins provou que não precisa falar para ser uma princesa especial. Já no caso de Octavia Spencer, acredito que ela deveria ter sido melhor aproveitada. Ela foi ótima, cumpriu o seu papel, mas não o suficiente para uma indicação ao Oscar, sinceramente até agora não entendi, mesmo a achando uma atriz brilhante.
A trilha sonora foi um "Capo Lavoro"! Seduziu e estava totalmente sintonizada com o filme, teve de música brasileira a francesa.
Por fim, "The Shape of Water" não superou minhas expectativas, não acho que merecia todas as indicações, mas vale a pena ser assistido e analisado. Diria que e um filme bom. Só!!
Brno, 08 de Fevereiro de 2018.
#sagaoscar #janis2018 #theshapeofwater
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