sábado, 17 de fevereiro de 2018

Phanton Thread - Trama Fantasma

Dirigido por Paul Thomas Anderson, o filme retrata a vida de um estilista renomado na década de 50 e sua "frágil" esposa.
Trama Fantasma foca na vida conjugal e prossional de Reynolds Woodcock vivido por Daniel Day-Lewis e sua esposa, modelo e assistente, Alma Elson(Vicky Krieps). O casamento é formatado de uma forma melancólica, triste e doentia. Onde de um lado temos Reynolds, sempre preocupado com o seu trabalho, cheio de vontades, frescuras e manias, típicos de todo estilista já retratado na história, que demonstra sua superioridade de forma arrogante e cruel quando se trata de sua esposa, onde até mesmo passar manteiga na torrada se torna um problema. Do outro lado temos Alma, moça sem história que aceita uma janta e logo depois já está vivendo na casa do estilista, se apaixonando por ele, casando e sofrendo com ele. Mas Alma, apesar de parecer frágil, encontra uma forma de controlar os mandos e prepotência de seu marido, deixando-o frágil, para que desta forma, eles consigam ficar juntos e dependentes. Forma doentia de amor que foi muito bem interpretada.
O filme tem uma sombriedade e estabilidade emocional que não deixa você ter surpresas com alguma explosão dos personagens ou mudança de comportamento, não, eles permanecem da mesma forma, abrindo espaço para mostrar o lado perverso de seres humanos que amam doentemente.O filme no geral é parado e parado fica. :D
As interpretações de Daniel e Alma foram impecáveis e não me surpreenderia se Daniel levasse o quarto Oscar de sua vida, talvez o último, já que o ator anunciou que este seria o último filme de sua carreira.
Trilha sonora não deixou a desejar, pelo contrário, contribui bastante para o "encaixe" das cenas e o figurino cumpriu bem o seu papel, mas não acredito que levarão as estatuetas.
Não considero "Trama Fantasma" um masterpiece do cinema, mas deixou claro que ator quando é bom não precisa estar no melhor filme e o diretor não precisa ter o melhor roteiro. Filme Bom!

Brno, 17 de fevereiro de 2018

#sagaoscar #janis2018 #tramafantasma

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Lady Bird

Ahhh.. O filme que mais gostei até agora nessa saga 2018.
Lady Bird é um filme da estreante Greta Gerwig, pra quem não a conhece é a mesma que fez um dos casais de "Para Roma com Amor" de Wood Allen. Greta era a namorada de Jesse Eisenberg.
Greta na sua direção e roteiros solo fez um trabalho magnífico. Conseguiu deixar uma história contada muitas vezes, totalmente diferente e atrativa, o que não me deixou nada entediada, pelo contrário, queria saber até onde e como ela levaria a personagem. Lady Bird não tem uma história diferente, mas é contada de forma diferente.
A personagem principal, Cristine se auto denomina Lady Bird, a chata mais adorada do cinema. Uma adolescente de 17 anos, chata, cheia de crises, mas chatamente adorável.
Greta escreve de forma natural a fase final da adolescente até a vida "adulta". Mostra as experiências e as decepções, como por exemplo descobrir que seu namorado é gay de uma forma grotesca, mas não grosseira.
O filme tinha tudo pra ser mais filme de adolescente "Hollywoodano", mas de longe foi isso. Greta desenhou uma sequência de cenas e imagens que nos deixa viver o mundo da jovem e não apenas assisti-la. Eu me vi com 17 anos na personagem. As mesmas crises, os mesmos problemas, quase as mesmas decepções, mesmas atitudes e por aí vai. 
A trilha sonora é basicamente focada nos anos 2000. Músicas que se encaixaram totalmente com a história e o contexto, dando a perfeição a obra.
A atriz Saoirse Ronam fez uma Lady Bird perfeita, desequilibrada e segura de si. Sua atuação foi magnífica e a interação com sua mãe, vivida por Laurie Metcalf foi o ponto de maior importância para a trama nessa transição de vida. Duas atrizes perfeitas no filme e merecidamente indicadas ao Oscar.
Lady Bird é lindo, nos deixa viver a transição da vida da personagem junto com ela e deve ser assistido. 

Brno, 15 de Fevereiro de 2018.

#sagaoscar #janis2018 #ladybird


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Dunkirk

Filme do aclamado Christopher Nolan.
O filme tem como protagonista a evacuação de mais de 300 mil soldados ingleses em 1940 sob a gestão de Churchil. Sim, a evacuação foi a grande protragonista do filme. Nolan não deixou que ninguém mais aparecesse no filme que não fosse a fuga. Genial!
Os atores praticamente viram Rodrigo Santoro entrando em Hollywood, entram mudos e saem calados. Pouco diálogo e nenhum protagonista definido, dando um pouquinho a mais de atenção ao piloto que destruía os caças, interpretado por Tom Hardy.
Fotografia bem particular, mostrando céus, praias, mares nos fazendo pensar que aquilo era realmente 1940.
Nolan foi muito feliz retratando na história, mortes, caçadas, desespero, ajuda, perdão e igualdade com poquíssimo diálogo, mas riquíssimos acontecimentos que conseguiam se expressar sozinhos.
Trilha sonora não deixou a desejar e casou perfeitamente com o enredo da obra, sendo o complemento fundamental da história.
Dunkirk é particularmente um filme particular,. :) Um formato antigo e moderno, que contou a história de uma guerra pela própria guerra, onde o evento era o protagonista e nem por isso deixou de ser um filme muito bom.
Parabéns, Nolan pela coragem.

Brno, 14 de Fevereiro de 2018.

#sagaoscar #janis2018 #dunkirk


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

The shape of water

Filme de Benicio del Toro e estrelado por Sally Hawkins, Octavia Spencer, Michal Shannon, Richard Jenkins e Michal Stuhlbarg.
A trama se passa na década de 60 dando a leve ideia do que foi o período da Guerra Fria e a eterna guerra de poderes entre USA e Rússia.
No filme, a faxineira muda Elisa trabalha para um laboratório americano que tem como fonte de estudo, uma criatura estranha capturada na Amazônia. Elisa começa a ter contato e desenvolver uma forma de comunicação com o ser, que a corresponde e demonstra que entende.
Após pouco tempo de contato, Elisa ouve que a criatura será morta, onde a faz bolar um plano com seu amigo solitário Giles(Richard Jenkins), para salvar o bicho, os aventureiros contam na fulga com a ajuda de sua amiga faxineira Zelda(Octavia Spencer) e pelo cientista Hoffstettler(Michal Stuhlbarg). Tudo ocorre muito lindo, eles fogem sem problemas nenhum de um laboratório americano e levam o bicho pra casa de Elsa, sim, pra casa. Que coisa não?
Enquanto eles estão em casa esperando o determinado dia para soltar a critatura, Elza e a criatura se apaixonam e chegam a ter relações sexuais, o que sinceramente achei totalmente sem noção, para aquele período de tempo, é claro.
No desenrolar da história o vilão Strickland vivido por Michal Shannon, brilhantemente até, diria que o melhor ator de todo o filme, descobre que Elisa fugiu com o "seu monstro" e resolve recapturá-lo, onde ocorre assassinato e despedidas.
Eu diria que o filme tem um propósito muito interessante em mostrar um "A Bela e a Fera" de uma forma mais agressiva, sem censura e menos superficial. O sombrio fascina muitas pessoas e nesse contexto o filme cumpriu seu papel, mas falando de "como" contar a história, particularmente não achei o melhor roteiro e esperava mais pra uma trama com um assunto tão polêmico. Em muitos pontos o roteiro poderia ser mais convincente e ter se aprofundado mais, mas deixou os telespectadores no vácuo, apenas vendo a Bela e a Fera ouvindo música, comendo ovos(ovos?) e se apaixonando.
Outro ponto sem nexo foi a salvação da criatura, que foi capturado na Amazônia e foi solto em um rio que desaguaria no mar, até onde sei águas doces e salgadas são completamente incompatíveis, o que causaria a morte do monstro.
Os atores foram uma obra de arte separada, maestria de Michael Shannon que fez um vilão macabro, doente e que convenceu a todos. Sally Hawkins provou que não precisa falar para ser uma princesa especial. Já no caso de Octavia Spencer, acredito que ela deveria ter sido melhor aproveitada. Ela foi ótima, cumpriu o seu papel, mas não o suficiente para uma indicação ao Oscar, sinceramente até agora não entendi, mesmo a achando uma atriz brilhante.
A trilha sonora foi um "Capo Lavoro"! Seduziu e estava totalmente sintonizada com o filme, teve de música brasileira a francesa.
Por fim, "The Shape of Water" não superou minhas expectativas, não acho que merecia todas as indicações, mas vale a pena ser assistido e analisado. Diria que e um filme bom. Só!!

Brno, 08 de Fevereiro de 2018.

#sagaoscar #janis2018 #theshapeofwater





terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

La la Land - Cantando Estações

Filme de Damien Chazelle o mesmo carinha de Whiplash - Em busca da perfeição, é estrelado por Emma Stone e Ryan Gosling.

O filme começa no trânsito, sim, no trânsito, ocorre um engarrafamento e os motoristas começam a sair de seus carros para cantarem. Achei no início muita piração e meio sem noção, mas quando a sequência continua você vai vendo que foi uma sacada genial, ponto positivíssimo pra Damien. Apenas após essa sequência é que aparecem Mia(Emma Stone) e Sebastian(Ryan Gosling).

Mia é uma atendente de cafeteria que sonha em ser atriz. Quando criança escreveu roteiros e participa frequentemente de várias audições, grande maioria mal sucedidas. Já Sebastian é um pianista talentoso que ama Jazz, tentando encontrar uma forma de manter o Jazz "como era no passado" em evidência, ou poderíamos dizer  "manter vivo", mas pessoalmente não consegue ser bem sucedido. 
Os dois se conhecem de uma forma conturbada no engarrafamento e voltam a se encontrar em festas e na cafeteria onde ela trabalha. O início deles não é tão simples assim, até que o lado romântico e vontade de ficarem juntos vence a barreira entre os dois.

A cada estação a história deles vai sendo desenvolvida, desde o início de namoro quando tudo corre de uma forma meio juvenil, aquele namoro de adolescência onde tudo é intenso, pouco conturbado e mais maravilhoso. Chegando a fase de morar juntos, onde as coisas complicam, mas vencendo obstáculos da vida a dois. Algumas mudanças na vida dos dois ocorrem e os fazem perceber que não conseguem mais viver longe um do outro. Não vou estender mais para não contar a história toda pra vocês.

Mesmo pra quem não gosta de musical tenho certeza que vai amar La La Land, o filme não gasta as duas horas cantando e dançando, é uma história linda, com alguns pontos contados musicalmente. A fotografia é genial, linda, bem pensada e de uma delicadeza impar, por vários momentos você não sabe se está nos anos 2000 ou nas décadas de 50, 60.

Resumindo, La La Land foi um dos melhores musicais que já assisti e acredito que vá levar algumas estatuetas. Damien Chazelle se não encontrou a perfeição está chegando perto e diga-se de passagem ele tem apenas 31 aninhos e escreveu e dirigiu o longa. Imagina quando tiver 50? 


#sagaoscar #janis2017 #lalaland



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O Quarto de Jack

Continuando com a saga oscar, vamos de O quarto de Jack.

Um filme de Lenny Abrahamson(cineasta inglês) baseado na obra de Emma Donoghue(que particularmente não conheço e nunca li), é o filme que mais me surpreendeu nessa saga Oscar 2016 e em verdade vos digo, achava que Spotlight tinha sido o divisor de águas.
O quarto de Jack conta a história de um garotinho que acaba de fazer 5 anos e vive com sua mãe em um quarto de no máximo 9 metros, onde ele entende que aquele é o único mundo existente, sem saber que existem coisas maiores "em outro lugar".
Certo dia, depois dos 5, sua mãe(Joy) resolve contar à aquela linda criatura que não existe só aquele mundo, que ela foi sequestrada quando tinha 17 anos e que eles precisavam sair daquele lugar. A arma de Joy foi Jack, ela inventou para seu sequestrador uma febre forte e depois a morte, por sinal a única parte da história que achei ruim, ninguém acredita que alguém esteja morto sem ao menos ver como está o "corpo", enfim, após a bela fulga, Jack consegue pedir ajuda a polícia e tira sua mãe das "garras" daquele que os fizeram reféns e vítimas por mais de 7 anos.
E de repente você imagina que aquela fulga foi ruim e que o filme será uma porcaria dali pra frente e é surpreendido por uma luta de quem viveu aquele horror, pela superação e readaptação ao novo mundo, mais pela parte de Joy que claramente demonstra estar mais fragilizada do que Jack, por tudo o que passou e por tudo que tem que enfrentar, até mesmo a rejeição do seu pai quanto ao neto, que nunca seria aceito por ele.
Joy comete o suicídio, mas vocês devem assistir pra saber o que aconteceu.
Por fim, O Quarto de jack é um dos melhores deste ano de 2015 e não falarei das minhas apostas referentes a ele, deixarei pro dia da entrega das estatuetas, mas não entendo como Jacob Tremblay(O Jack) não foi indicado a estatueta de melhor ator. Academia fazendo academices.
O quarto de Jack é definitivamente um filme que deve ser visto, visto, visto e revisto. Parabéns Lenny Abrahamson!
Agora é só esperar as decisões da academia.



#sagaoscar #janis2016 #oquartodejack

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Creed: Nascido para lutar

Mais saga Oscar: Creed: Nascido para lutar
Filme ruim, história ruim, roteiro ruim, tudo ruim... Não vale à pena.. Uma apelação barata do que foi o Rocky e a história do Silvester Stallone.. SÓ ISSO!!!!
E digo mais, Silvester foi apenas indicado pelo respeito, pela contribuição em um lado da sétima arte, por que esse filme se quer deveria ter sido citado.
Querem fazer algo legal? Salvem o filme de alguma forma, pelo menos a trilha sonora deveriam ter trabalhado, enfim, na minha opinião o filme é muito ruim e não vale a pena ser visto. Emoticon tongue

sábado, 30 de janeiro de 2016

Spotlight - Segredos Revelados

Pensei muito em não escrever uma "resenha" sobre spotlight: segredos revelados, mas não resisti.
Filme de Tom McCarthy, Spotlight é baseado em uma história real, onde um grupo de jornalistas do Jornal "Globe" investigam casos de abuso de crianças causados por padres das igrejas de Boston na década de 80.
O roteiro do filme é muito bem escrito e de prender qualquer um na frente da tela, nos envolvendo ao ponto de nós mesmos querermos entrar, descobrir os canalhas e colocá-los na cadeia. O roteiro constrói todo esse "desencadear" de uma forma que nos lembra os filmes investigativos, onde as personagens buscam dados, coletam e chegam as conclusões, conclusões essas que são aterrorizantes.
O elenco é fabuloso, conta com a leveza de Rachel Adams que faz uma jornalista investigativa capaz de conseguir informações até dos quase "impossíveis", como de um padre que assume ter abusados de crianças, pois também foi estuprado. Mark Ruffalo está surpreendente como o jornalista Mike Rezendes, representando um português cheio de trejeitos que deixam o personagem com particularidades só dele. Contamos também com o lendário Michael Keaton, que depois do Birdman conseguiu se livrar da figura do Batman e também faz uma atuação boa.
Na minha opinião Spotlight deve ganhar o Oscar de melhor filme, melhor roteiro, melhor diretor e ainda de melhor ator coadjuvante, Mark Ruffalo, não apenas pelo conjunto da obra, mas pela coragem de mostrar algo tão monstruoso ainda desconhecido por muitas pessoas.
De toda a história contada, acredito que o que mais me chocou, foi saber que os crimes eram de conhecimentos de figuras grandes da igreja, como bispos, arcebispos, entre outros e estes mascaravam a situação, ignoravam, mandavam os padres pedófilos para outros lugares, como o Brasil, por exemplo ou os promoviam para serem levados ao vaticano. Não, não estou condenando a igreja católica como um todo, sei que existem pessoas boas, crentes em deus, sem maldade, estou condenando todos aqueles outros que sabiam, faziam e deixaram e deixam essa monstruosidade acontecer.
Não falo aqui pela fé em deus, igreja católica, Jesus Cristo. Minha indignação é por quem usa esses nomes, entidades, a fé das pessoas para fazerem maldades com quem precisa de conforto, usando suas máscaras de cordeiros.
Parabéns Tom McCarthy pela coragem de mostrar ao mundo o que "poucos conheciam."

sábado, 23 de janeiro de 2016

The Big Short

The Big Short, é um filme fantástico que fala sobre a bomba imobiliária americana de 2008 que levou a crise mundial e o desabrigo e falência de várias famílias. O filme tem um roteiro muito bem escrito que mostra de uma forma não tão complicada e algumas vezes até cômica como funcionou e aconteceu a explosão. O diretor Adam McKay foi bem feliz misturando a comédia de uma forma sutil, para deixar mais leve um assunto tão pesado e triste.
O filme também nos presenteia com as grandes atuações de Christian Bale, que concorre ao oscar de melhor ator coadjuvante e Steve Carell, que não concorre mas foi muito bem.
Enfim, não indicaria The Big Short como melhor filme, ainda acho que os crimes de pedofilia da Igreja católica em Spotlight mereça a estatueta, mas é um filme que deve ser visto por todos, mesmo aqueles que são leigos nos assuntos de Wall Street, como eu.

#sagaoscar2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Garota Dinamarquesa

Continuando com a Saga Oscar, vamos falar um pouquinho de A Garota Dinamarquesa, do diretor Tom Hooper, o mesmo carinha de O Discurso do Rei.
Confesso que esperava bem mais da história de Lili Elbe, que até ouvir falar desse filme, não a conhecia. Lili foi a primeira transexual no mundo a aceitar passar por uma intervenção cirúrgica para poder se "transformar", ou apenas ser o que sempre foi, uma menina, uma mulher.
Em meio ao casamento frustrado, a forçada masculina, o preconceito de uma Dinamarca dos anos 20, Einer(Lili) um pintor de certo prestígio, queria então se mostrar e viver como o que sempre acreditou ser. Sua esposa Gerda, foi fundamental para sua "libertação" e o ajudou até mesmo na sua decisão de não ser mais o que ela queria, nesta história, o egoísmo foi superado pelo respeito e o amor que sentiam um pelo outro.
Mas falando do filme, acredito que Tom exagerou no drama, no foco da transformação da personagem principal, algumas cenas foram mais que forçadas, desnecessárias e sem explicação nenhuma de existir, a não ser para dizer "oi eu tenho que fazer um drama a mais.". Não existiu espaço pra outros personagens, para que pudéssemos entender um pouco do mais, do todo e ver um pouquinho a Dinamarca. O filme é interessante, mas poderiam ter melhorado o roteiro.
Contudo, PALMAS mil para Eddie Redmeyne que mais uma vez nos agraciou com seu talento, transformando Einer em uma Lili doce, sensual e mulher. Ele foi muito, muito, muito bem nesse filme. Apesar de estar torcendo muito para o Di Caprio, não por ser fã, mas por sua atuação em o Regresso, não ficaria chateada se a academia resolvesse premiar novamente o Eddie, pois ele fez por merecer.
Trilha sonora do filme achei bem fraca, mas em compensação, o figurino é de encher os olhos.
A Garota Dinamarquesa não foi tão feliz com seu roteiro, mas também não é um filme pra se jogar fora.

#sagaoscar #DiCaprioPodeDançar

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Carol - Dirigido por Todd Haynes

Vamos falar um pouquinho de Carol. Um filme de Todd Haynes protagonizado por Cate Blanchet e Rooney Mara.
O filme conta a história de uma mulher rica, linda, em meio a um divórcio, que se apaixona por uma jovem vendedora de uma loja de brinquedos.
Poderia começar definindo esse filme com uma estrofe da canção "Carolina" de Chico - Carolina, nos seus olhos fundos, guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo...
O fato é que o filme conta uma linda e doce história de amor entre duas mulheres que sofrem preconceito e perseguição em uma época, não diferente de hoje, onde homossexualismo ainda era visto com tabu e ignorância por muitos, 1950, Nova York, o que esperar?
Carol se desenvolve em meio a conflitos pessoais da personagem principal, que sabe o que é, mas não consegue viver, pois vive pressionada por um ex marido que usa a filha do casal como moeda de troca de um casamento falido. Como se o "amor" que sente pela então ex esposa, pudesse ser comprado com a guarda da filha, o que não deixa de ser utilizado por um tempo, até que Carol resolve se libertar de uma vez por toda da situação.
O romance entre ela e Therese é delicado, fugitivo, contado de uma forma doce, onde um toque vira uma cena de amor. Diferente de "azul é a cor mais quente", Carol ultrapassa o limite da delicadeza e doçura, não deixando de mostrar o sofrimento e o conflito das duas personagens que se machucam por não poderem viver esse amor.
A trilha sonora é uma mistura de Lars Von Trier e Love Story, não sei se vocês conseguiriam entender essa definição, mas na minha opinião ficou lindíssima e suave. Vale uma indicação, só perderia para a trilha de "Os 8 odiados" do Tarantino.
A atuação de Cate Blanchet é fabulosa, mas não dá pra dizer merecedora sem avaliar as outras indicadas. Vale à pena uma atenção especial para Ronney Mara a intérprete de Therese, uma atriz pouco conhecida, mas que deu um baile de interpretação.
Por fim, super indico o filme Carol, é um daqueles que todos os amantes de cinema devem assistir.

#SagaOscar #Carol #Janis2016

The Renevant - O Regresso - #sagaoscar2016

A primeira postagem da Saga Oscar 2016 vem falando de Di Caprio, sim, the Oscar goes toooooo: Leo Di Caprio em The Renevant!!!
Ninguém, absolutamente ninguém pode tirar a estatueta das mãos de Di Caprio, ele conseguiu leva o filme todooooooooo praticamente sozinho. Tom Hardy não passa despercebido, muito pelo contrário, sua atuação é brilhante, mas foi meio que ofuscada pelo talento e grande atuação do Caprio. 
O filme foi muito bem produzido e a história de Glass, muito bem contada, apesar de ter achado lento em alguns momentos e ter achado uma ação(não realizada) sem justificativa, ainda assim não reduz a qualidade e organização da produção, com um roteiro adaptado totalmente bem escrito. The renevant(O regresso) deve ser assistido SIM, não apenas pelo Di Caprio, mas por toda a composição de sua obra.
Por fim, Parabéns ao diretor Alejandro González Iñárritu que depois de alguns terem desistido e a responsabilidade ter caído em suas mãos, conseguiu trazer aos olhos de cinéfilos, novamente o gosto por assistir filmes baseados em obras.
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