sábado, 30 de janeiro de 2016

Spotlight - Segredos Revelados

Pensei muito em não escrever uma "resenha" sobre spotlight: segredos revelados, mas não resisti.
Filme de Tom McCarthy, Spotlight é baseado em uma história real, onde um grupo de jornalistas do Jornal "Globe" investigam casos de abuso de crianças causados por padres das igrejas de Boston na década de 80.
O roteiro do filme é muito bem escrito e de prender qualquer um na frente da tela, nos envolvendo ao ponto de nós mesmos querermos entrar, descobrir os canalhas e colocá-los na cadeia. O roteiro constrói todo esse "desencadear" de uma forma que nos lembra os filmes investigativos, onde as personagens buscam dados, coletam e chegam as conclusões, conclusões essas que são aterrorizantes.
O elenco é fabuloso, conta com a leveza de Rachel Adams que faz uma jornalista investigativa capaz de conseguir informações até dos quase "impossíveis", como de um padre que assume ter abusados de crianças, pois também foi estuprado. Mark Ruffalo está surpreendente como o jornalista Mike Rezendes, representando um português cheio de trejeitos que deixam o personagem com particularidades só dele. Contamos também com o lendário Michael Keaton, que depois do Birdman conseguiu se livrar da figura do Batman e também faz uma atuação boa.
Na minha opinião Spotlight deve ganhar o Oscar de melhor filme, melhor roteiro, melhor diretor e ainda de melhor ator coadjuvante, Mark Ruffalo, não apenas pelo conjunto da obra, mas pela coragem de mostrar algo tão monstruoso ainda desconhecido por muitas pessoas.
De toda a história contada, acredito que o que mais me chocou, foi saber que os crimes eram de conhecimentos de figuras grandes da igreja, como bispos, arcebispos, entre outros e estes mascaravam a situação, ignoravam, mandavam os padres pedófilos para outros lugares, como o Brasil, por exemplo ou os promoviam para serem levados ao vaticano. Não, não estou condenando a igreja católica como um todo, sei que existem pessoas boas, crentes em deus, sem maldade, estou condenando todos aqueles outros que sabiam, faziam e deixaram e deixam essa monstruosidade acontecer.
Não falo aqui pela fé em deus, igreja católica, Jesus Cristo. Minha indignação é por quem usa esses nomes, entidades, a fé das pessoas para fazerem maldades com quem precisa de conforto, usando suas máscaras de cordeiros.
Parabéns Tom McCarthy pela coragem de mostrar ao mundo o que "poucos conheciam."

sábado, 23 de janeiro de 2016

The Big Short

The Big Short, é um filme fantástico que fala sobre a bomba imobiliária americana de 2008 que levou a crise mundial e o desabrigo e falência de várias famílias. O filme tem um roteiro muito bem escrito que mostra de uma forma não tão complicada e algumas vezes até cômica como funcionou e aconteceu a explosão. O diretor Adam McKay foi bem feliz misturando a comédia de uma forma sutil, para deixar mais leve um assunto tão pesado e triste.
O filme também nos presenteia com as grandes atuações de Christian Bale, que concorre ao oscar de melhor ator coadjuvante e Steve Carell, que não concorre mas foi muito bem.
Enfim, não indicaria The Big Short como melhor filme, ainda acho que os crimes de pedofilia da Igreja católica em Spotlight mereça a estatueta, mas é um filme que deve ser visto por todos, mesmo aqueles que são leigos nos assuntos de Wall Street, como eu.

#sagaoscar2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Garota Dinamarquesa

Continuando com a Saga Oscar, vamos falar um pouquinho de A Garota Dinamarquesa, do diretor Tom Hooper, o mesmo carinha de O Discurso do Rei.
Confesso que esperava bem mais da história de Lili Elbe, que até ouvir falar desse filme, não a conhecia. Lili foi a primeira transexual no mundo a aceitar passar por uma intervenção cirúrgica para poder se "transformar", ou apenas ser o que sempre foi, uma menina, uma mulher.
Em meio ao casamento frustrado, a forçada masculina, o preconceito de uma Dinamarca dos anos 20, Einer(Lili) um pintor de certo prestígio, queria então se mostrar e viver como o que sempre acreditou ser. Sua esposa Gerda, foi fundamental para sua "libertação" e o ajudou até mesmo na sua decisão de não ser mais o que ela queria, nesta história, o egoísmo foi superado pelo respeito e o amor que sentiam um pelo outro.
Mas falando do filme, acredito que Tom exagerou no drama, no foco da transformação da personagem principal, algumas cenas foram mais que forçadas, desnecessárias e sem explicação nenhuma de existir, a não ser para dizer "oi eu tenho que fazer um drama a mais.". Não existiu espaço pra outros personagens, para que pudéssemos entender um pouco do mais, do todo e ver um pouquinho a Dinamarca. O filme é interessante, mas poderiam ter melhorado o roteiro.
Contudo, PALMAS mil para Eddie Redmeyne que mais uma vez nos agraciou com seu talento, transformando Einer em uma Lili doce, sensual e mulher. Ele foi muito, muito, muito bem nesse filme. Apesar de estar torcendo muito para o Di Caprio, não por ser fã, mas por sua atuação em o Regresso, não ficaria chateada se a academia resolvesse premiar novamente o Eddie, pois ele fez por merecer.
Trilha sonora do filme achei bem fraca, mas em compensação, o figurino é de encher os olhos.
A Garota Dinamarquesa não foi tão feliz com seu roteiro, mas também não é um filme pra se jogar fora.

#sagaoscar #DiCaprioPodeDançar

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Carol - Dirigido por Todd Haynes

Vamos falar um pouquinho de Carol. Um filme de Todd Haynes protagonizado por Cate Blanchet e Rooney Mara.
O filme conta a história de uma mulher rica, linda, em meio a um divórcio, que se apaixona por uma jovem vendedora de uma loja de brinquedos.
Poderia começar definindo esse filme com uma estrofe da canção "Carolina" de Chico - Carolina, nos seus olhos fundos, guarda tanta dor, a dor de todo esse mundo...
O fato é que o filme conta uma linda e doce história de amor entre duas mulheres que sofrem preconceito e perseguição em uma época, não diferente de hoje, onde homossexualismo ainda era visto com tabu e ignorância por muitos, 1950, Nova York, o que esperar?
Carol se desenvolve em meio a conflitos pessoais da personagem principal, que sabe o que é, mas não consegue viver, pois vive pressionada por um ex marido que usa a filha do casal como moeda de troca de um casamento falido. Como se o "amor" que sente pela então ex esposa, pudesse ser comprado com a guarda da filha, o que não deixa de ser utilizado por um tempo, até que Carol resolve se libertar de uma vez por toda da situação.
O romance entre ela e Therese é delicado, fugitivo, contado de uma forma doce, onde um toque vira uma cena de amor. Diferente de "azul é a cor mais quente", Carol ultrapassa o limite da delicadeza e doçura, não deixando de mostrar o sofrimento e o conflito das duas personagens que se machucam por não poderem viver esse amor.
A trilha sonora é uma mistura de Lars Von Trier e Love Story, não sei se vocês conseguiriam entender essa definição, mas na minha opinião ficou lindíssima e suave. Vale uma indicação, só perderia para a trilha de "Os 8 odiados" do Tarantino.
A atuação de Cate Blanchet é fabulosa, mas não dá pra dizer merecedora sem avaliar as outras indicadas. Vale à pena uma atenção especial para Ronney Mara a intérprete de Therese, uma atriz pouco conhecida, mas que deu um baile de interpretação.
Por fim, super indico o filme Carol, é um daqueles que todos os amantes de cinema devem assistir.

#SagaOscar #Carol #Janis2016

The Renevant - O Regresso - #sagaoscar2016

A primeira postagem da Saga Oscar 2016 vem falando de Di Caprio, sim, the Oscar goes toooooo: Leo Di Caprio em The Renevant!!!
Ninguém, absolutamente ninguém pode tirar a estatueta das mãos de Di Caprio, ele conseguiu leva o filme todooooooooo praticamente sozinho. Tom Hardy não passa despercebido, muito pelo contrário, sua atuação é brilhante, mas foi meio que ofuscada pelo talento e grande atuação do Caprio. 
O filme foi muito bem produzido e a história de Glass, muito bem contada, apesar de ter achado lento em alguns momentos e ter achado uma ação(não realizada) sem justificativa, ainda assim não reduz a qualidade e organização da produção, com um roteiro adaptado totalmente bem escrito. The renevant(O regresso) deve ser assistido SIM, não apenas pelo Di Caprio, mas por toda a composição de sua obra.
Por fim, Parabéns ao diretor Alejandro González Iñárritu que depois de alguns terem desistido e a responsabilidade ter caído em suas mãos, conseguiu trazer aos olhos de cinéfilos, novamente o gosto por assistir filmes baseados em obras.
‪#‎SagaOscar‬ ‪#‎Therenevant‬ ‪#‎DiCaprioWins‬